
Vulcão Lanín, uma clássica escalada de altitude na Patagônia
Vulcão Lanín, uma clássica escalada de altitude na Patagônia
Escrito por
Gabriel e Dominique
Casal brasileiro morando de motorhome na Patagônia argentina há 3 anos. Já vivemos em El Calafate, Ushuaia, San Martin de los Andes e Bariloche. Dominique é ultramaratonista de montanha e resgatista certificada, com mais de 3 Patagonia Runs no currículo. Gabriel é apaixonado por trekking e alta montanha. E o Pachê, nosso pug pretinho de 14 anos, viaja com a gente em cada aventura.
⚡ Resposta rápida
O Vulcão Lanín fica no Parque Nacional Lanín, na fronteira entre Argentina e Chile, com cume a 3.776 metros de altitude. A subida desde o Paso Tromen acumula quase 2.500 metros de desnível e normalmente é feita em 2 dias com pernoite em refúgio a 2.400 metros. Registro obrigatório no Club Andino Junín de los Andes e crampons são exigidos mesmo no verão.
- Acesso principal por Junín de los Andes, com cerca de 60 km até o Paso Tromen (1.246 m), onde começa a trilha
- Melhor época para subir é de dezembro a março, quando as temperaturas no Paso Tromen ficam entre 8°C e 20°C
- Do refúgio ao cume são 3 a 5 horas com trecho de neve e gelo permanente, exigindo crampons e piqueta
Como chegar ao Vulcão Lanín

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O Vulcão Lanín fica no Parque Nacional Lanín, província de Neuquén, na fronteira entre Argentina e Chile. O acesso principal é por Junín de los Andes, e de lá são cerca de 60 km pela Ruta Nacional 60 até o Paso Tromen (Mamuil Malal), a 1.246 metros de altitude, que é onde começa a trilha de subida.
A gente morou 6 meses em San Martín de los Andes, que fica a uns 40 km de Junín, e o cone branco do Lanín aparecia de longe em vários miradores. De carro, partindo de San Martín, são mais ou menos 100 km até o Paso Tromen, num trecho que cruza florestas de pehuén (a araucária da região, que vive até 1.000 anos). Fica a dica: o portão do Paso Tromen tem horário, então não dá pra chegar de madrugada esperando entrar.
Endereços úteis: Junín de los Andes no Google Maps e Paso Tromen (Mamuil Malal).
Melhor época para conhecer o Lanín

A melhor época para subir o Vulcão Lanín vai de dezembro a março, o verão da Patagônia, quando as temperaturas no Paso Tromen ficam entre 8°C e 20°C e boa parte da neve do verão já derreteu nas cotas mais baixas. No inverno, de junho a setembro, a montanha vira escalada técnica em gelo, com temperaturas que passam fácil de -10°C no alto.
Pra quem só quer ver o vulcão de perto sem subir, qualquer época funciona, mas a gente prefere a primavera e o outono. Em outubro e novembro o pehuén fica lindo e tem menos gente. No verão, os lagos da base, como o Lago Huechulafquen e o Lago Tromen, ficam perfeitos pra um mate olhando pro cone nevado. E olha, o vento da tarde aqui é coisa séria, então o programa rende mais de manhã.
Subir o Vulcão Lanín: registro, guia e refúgios

Subir o Vulcão Lanín exige registro obrigatório no Club Andino Junín de los Andes e na guarderia de Parques Nacionais, com atestado de aptidão física. O cume está a 3.776 metros de altitude, e a subida desde o Paso Tromen (1.246 m) soma quase 2.500 metros de desnível, normalmente dividida em 2 dias com pernoite num dos refúgios a cerca de 2.400 m.
São dois refúgios principais lá em cima, o RIM e o do Club Andino (CAJA), e a vaga é controlada. Do refúgio até o cume são mais 3 a 5 horas, com trecho de neve e gelo o ano todo, então crampons e piqueta entram na mochila mesmo no verão. A verdade é que não é uma trilha de domingo: do refúgio pra cima é onde divide menino de homem, igual a gente sente no Frei lá em Bariloche. Quem não tem experiência em alta montanha contrata guia habilitado em Junín, e isso não é firula, é segurança. Registro e informações ficam na sede do Club Andino em Junín de los Andes.
O que levar para o frio do Lanín

Para o Vulcão Lanín, o equipamento se monta em três camadas: base térmica (segunda pele), uma camada intermediária de fleece ou pluma e uma casaca corta-vento e impermeável. Mesmo no verão, o cume a 3.776 metros pode marcar abaixo de 0°C com vento forte, então luva, gorro e óculos de proteção solar com filtro alto são obrigatórios, não opcionais.
Pela nossa experiência de anos de montanha aqui na Patagônia, o que mais derruba gente não é a subida, é o frio e o sol forte na neve. A gente sempre leva protetor solar reforçado, porque a neve reflete e queima a cara em minutos, e bota rígida que aceite crampon. Botas de aluguel saem em Junín e em San Martín. Fica a dica: leve água de sobra e comida calórica de verdade, porque acima de 2.400 metros não tem para quem recorrer. Roupa molhada na descida é o que transforma um dia bom em perrengue.
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